Aena certifica todos os aeroportos que administra no Brasil em programa global de gestão de carbono

Crédito Divulgação Aena Brasil

A Aena Brasil avançou mais um passo em sua estratégia de sustentabilidade ao conquistar a certificação internacional Airport Carbon Accreditation (ACA) – Nível 1 para mais 11 aeroportos sob sua gestão no país. Com a nova conquista, todos os 17 aeroportos administrados pela concessionária no Brasil passam a contar com o selo concedido pelo Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), que reconhece a medição e o inventário das emissões de carbono nas operações aeroportuárias.

Receberam a certificação os aeroportos de Congonhas (SP), Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS), Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG), além de Santarém, Altamira, Marabá e Carajás (PA). A certificação foi alcançada pouco mais de dois anos após a Aena assumir a gestão desses ativos, evidenciando a rápida estruturação de processos voltados à gestão climática e à transparência ambiental.

De acordo com a Aena, o reconhecimento reforça o compromisso da empresa com práticas alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade. “A certificação ACA Nível 1 nos aeroportos da Aena no Brasil é um reflexo do nosso compromisso com a sustentabilidade e a gestão climática. Em pouco mais de dois anos, estruturamos processos e indicadores que nos permitem medir com precisão as emissões de carbono e traçar caminhos para reduzi-las”, afirma Filipe Reis, diretor de Comunicações, Relações Institucionais e ESG da Aena Brasil. Segundo ele, o objetivo é avançar gradualmente para os níveis mais elevados do programa.

A nova leva de certificações se soma ao desempenho já registrado nos aeroportos do Nordeste, onde os seis terminais administrados pela concessionária também alcançaram o Nível 1 do ACA. Com isso, a Aena passa a ter 100% de sua rede aeroportuária no Brasil certificada no programa, consolidando uma atuação nacional pautada pela gestão ambiental estruturada.

O Airport Carbon Accreditation é o único programa global de certificação voltado especificamente ao gerenciamento de carbono em aeroportos. Ele avalia, de forma independente, os esforços das administrações aeroportuárias para mapear, monitorar e reduzir suas emissões, por meio de diferentes níveis de maturidade. O Nível 1 certifica que o aeroporto identifica suas fontes emissoras e calcula sua pegada de carbono anual, etapa considerada fundamental para a implementação de ações de redução mais robustas.

A certificação integra o Plano de Ação Climática (PAC) da Aena Brasil, lançado em abril de 2025. O plano estabelece metas ambiciosas, como alcançar a neutralidade de carbono até 2035 e o Net Zero até 2040 nas emissões próprias. Para isso, a concessionária prevê investimentos superiores a R$ 260 milhões em iniciativas de sustentabilidade nos próximos anos.

Entre as ações já em andamento estão a substituição gradual da frota de veículos por modelos elétricos e híbridos. Um dos exemplos citados pela empresa é a implantação de dez ônibus elétricos no Aeroporto de Congonhas, iniciativa que contribui para a redução de cerca de 25% das emissões de combustão móvel da operação da Aena no Brasil.

O PAC também contempla projetos em energias renováveis, eficiência energética, tratamento de efluentes, compensação de emissões e gestão de resíduos, além de ações de governança, conscientização interna sobre mudanças climáticas e estímulo à descarbonização de terceiros, especialmente das companhias aéreas, responsáveis pela maior parcela das emissões do setor.

Para Rafael Echevarne, diretor-geral da ACI-LAC, a certificação dos 11 aeroportos reforça o papel da Aena como referência regional. 

“Essa conquista garante que 100% dos aeroportos da rede no Brasil estejam agora certificados, reforçando uma postura responsável diante dos desafios das mudanças climáticas. É um passo significativo para o desenvolvimento sustentável da indústria aeroportuária na América Latina e no Caribe”, destaca.

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