Festival Internacional da Cerâmica impulsiona fluxo turístico e integra economia local em Cunha (SP)

Cunha (SP) - Crédito Divulgação

A cidade de Cunha, no interior de São Paulo, que é oficialmente reconhecida como a Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura, sedia entre os dias 29 de maio e 7 de junho o Festival Internacional da Cerâmica. O evento funciona como um indutor estratégico para a cadeia econômica regional, atraindo um público diversificado que inclui artistas, pesquisadores, estudantes, colecionadores e turistas interessados em atividades culturais.

A iniciativa “Descubra Cunha”, coordenada pela Associação Comercial e Empresarial de Cunha (ACE Cunha), utiliza o período do festival para apresentar a oferta turística do município de forma integrada. A estratégia busca conectar diretamente a agenda cultural da feira ao ecossistema local, engajando os setores de hospedagem, gastronomia, comércio, produtores da região e atrativos naturais.

Na edição de 2026, o festival terá com tema “Raízes”, direcionando as atenções para as origens da atividade cerâmica no município e na preservação dos saberes tradicionais transmitidos entre gerações. O cronograma de atividades é composto por oficinas, palestras, rodas de conversa, demonstrações técnicas, mostras de arte e um circuito guiado pelos ateliês locais. O ponto alto da programação comercial ocorre de 4 a 7 de junho, com a realização da Feira Internacional da Cerâmica no Parque Lavapés.

De acordo com Márcio Vieira, presidente da ACE Cunha, o evento é fundamental para consolidar o posicionamento do destino no mercado de turismo cultural e de experiência.

 “Cunha tem uma identidade construída a partir da cerâmica, da natureza, da gastronomia e da cultura local. O Festival Internacional da Cerâmica reforça esse posicionamento e convida o turista a circular pela cidade, visitar ateliês, conhecer restaurantes, se hospedar com calma e descobrir diferentes experiências do destino”, afirma o executivo.

A produção ceramista é o principal pilar da identidade cultural de Cunha. O histórico do município combina o trabalho tradicional de paneleiras e oleiros locais com a introdução da técnica oriental dos fornos Noborigama, trazida para a região na década de 1970. Esse intercâmbio cultural transformou a cidade em um dos principais polos de cerâmica autoral do país, com dezenas de ateliês em atividade regular.

O impacto do festival estende-se além do circuito artístico, movimentando de forma direta o setor de serviços. Durante os dez dias de evento, o fluxo de visitantes gera impacto positivo em hotéis, pousadas, restaurantes, cafés, lojas e lavandários, além de impulsionar o comércio de produtores locais e os roteiros de ecoturismo, incentivando o aumento do tempo de permanência dos turistas no destino.

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