Localizada no coração do Mar Mediterrâneo, entre a Sicília e o norte da África, Malta é um pequeno arquipélago que reúne mais de sete mil anos de história, marcada pela passagem de diferentes civilizações. Essa herança cultural se reflete de forma especialmente evidente à mesa, onde receitas tradicionais, ingredientes locais e influências europeias e árabes compõem uma gastronomia única.
Mais do que praias de águas cristalinas, patrimônio histórico e cidades fortificadas, as Ilhas Maltesas também conquistam viajantes pelos sabores. A culinária local combina peixes frescos, azeites produzidos no arquipélago, vegetais cultivados nas ilhas e uma forte tradição na panificação, considerada uma das expressões mais autênticas da identidade maltesa.
Entre os símbolos da gastronomia maltesa está o ħobż, pão típico de casca escura e crocante e miolo macio, preparado tradicionalmente em fornos a lenha. Muito presente no dia a dia dos moradores, ele costuma ser consumido com azeite de oliva, tomate fresco, sal marinho e temperos simples que valorizam os sabores locais.
Outra especialidade é a ftira de Gozo, pão achatado reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO desde 2020. Em Malta, ela é utilizada em sanduíches e na preparação do tradicional ħobż biż-żejt, combinação de pão com azeite, atum, tomates, azeitonas, hortelã e outros ingredientes típicos da região.
Na ilha de Gozo, a ftira ganha uma versão própria, assada em forno a lenha e servida aberta, com coberturas que incluem molho de tomate, atum, alcaparras, cebola roxa, azeitonas e produtos regionais, como a ġbejna, o tradicional queijo de leite de ovelha maltês. E com custo muito conveniente, ao redor de 4,50 Euros cada.

A culinária de rua também faz parte da experiência gastronômica no destino. O pastizzi, uma massa folhada recheada tradicionalmente com ricota ou purê de ervilhas, está entre os lanches mais populares e pode ser encontrado em diferentes regiões das ilhas com preços variando de 0,80 a 1,50 Euros cada. Outro doce que revela a influência italiana é o kannoli, massa crocante recheada com ricota e frequentemente acompanhada por creme ou chocolate.

Além da panificação, a gastronomia maltesa destaca os produtos cultivados e pescados localmente. Tomates, frutas cítricas, batatas e peixes frescos fazem parte do cardápio dos restaurantes, com destaque para o lampuki, peixe típico das águas maltesas preparado de diferentes maneiras, incluindo versões grelhadas com molhos à base de tomate, alcaparras e azeitonas.
A valorização dos ingredientes locais também acompanha a tendência internacional do “da fazenda ao prato”, modelo adotado por diversos estabelecimentos das ilhas que priorizam produtores próximos e práticas mais sustentáveis.
Dos pequenos cafés e padarias familiares aos restaurantes premiados pelo Guia Michelin, Malta apresenta uma diversidade gastronômica que acompanha diferentes estilos de viagem, tornando a culinária um dos elementos mais autênticos da experiência no arquipélago.
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