Paulo Angeli, CEO e idealizador do Festival Internacional de Turismo das Cataratas (FITCataratas), analisa a evolução do turismo em Foz do Iguaçu (PR) a partir da consolidação de métricas operacionais e da aplicação de novas tecnologias no setor. Em 2025, dez dos principais atrativos turísticos do município somaram quase 6 milhões de visitas. Somente o Parque Nacional do Iguaçu registrou 2.020.359 visitantes no período, consolidando o melhor resultado da unidade de conservação desde 2019.
Com a retomada do fluxo operacional, o destino busca estruturar novos modelos de gestão focados em inteligência turística, uso de big data e integração de ferramentas digitais para compreender o perfil dos passageiros, otimizar a distribuição do público e gerenciar a demanda nos atrativos locais.
Dos mais de 2 milhões de passageiros contabilizados no Parque Nacional do Iguaçu em 2025, cerca de 45% foram formados por visitantes estrangeiros, vindos de mais de 200 nacionalidades. A diversidade do fluxo internacional reforça o papel do território como ambiente para testes de soluções tecnológicas e desenvolvimento de produtos turísticos personalizados.
Para Paulo, a convergência entre atrativos naturais, matriz energética e ecossistema de inovação redefine o posicionamento da cidade no mercado de viagens.
“Quando falamos de sustentabilidade em Foz do Iguaçu, não estamos começando uma conversa nova. Energia renovável, conservação ambiental, turismo de natureza e desenvolvimento fazem parte da própria história do território. O grande desafio agora é utilizar esse patrimônio para construir uma nova narrativa de destino”, afirma Angeli.
O gestor ressalta ainda que a tecnologia no setor produtivo deve focar em eficiência operacional e na resolução de demandas práticas.
“A tecnologia no turismo não deveria ser medida pela quantidade de aplicativos disponíveis. Deveria ser medida pela quantidade de problemas que conseguimos resolver”, destaca Paulo Angeli.
Dentro dessa estratégia de integração entre mercado, universidade e setor público, iniciativas como o Hackatour Cataratas, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Esporte (IDESTUR) em parceria com o ecossistema regional, reúnem profissionais, estudantes, programadores, startups e empreendedores para solucionar gargalos operacionais da atividade turística.
“O mais importante é o que ele representa. É colocar um problema real sobre a mesa e permitir que pessoas com conhecimentos diferentes pensem juntas. É aproximar o estudante do empresário, a universidade do mercado, a tecnologia do turismo e a criatividade de problemas que precisam de soluções. Inovação raramente nasce isolada. Ela nasce do encontro”, conclui Angeli.






