A operadora aeroportuária espanhola Aena foi declarada vencedora do processo de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, em leilão realizado na B3, em São Paulo, na última segunda-feira (30). A empresa apresentou a melhor proposta na venda assistida de 100% da concessionária, com lance de R$ 2,9 bilhões.
O contrato, válido até maio de 2039, marca a ampliação da presença da companhia no Brasil. A expectativa é de que a Aena assuma a operação do terminal no segundo semestre de 2026, após a conclusão das etapas regulatórias e a formalização da compra junto aos atuais acionistas.
O financiamento da operação será dividido entre recursos próprios da empresa e captação junto a uma instituição financeira local, sem envolvimento da matriz no crédito.
Com 17,8 milhões de passageiros em 2025, sendo 5,7 milhões em voos internacionais, o Galeão é o terceiro aeroporto mais movimentado do país e a segunda principal porta de entrada aérea do Brasil, atrás apenas de Guarulhos. O terminal também tem papel relevante no transporte de cargas, com movimentação de aproximadamente 68 mil toneladas no último ano, ocupando a terceira posição nacional no segmento.
De acordo com os termos da concessão, não há obrigação contratual de novos investimentos em infraestrutura, uma vez que a capacidade atual do aeroporto é considerada suficiente para atender à demanda prevista até o fim do contrato.
O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, destacou o caráter estratégico da operação e o compromisso da empresa com o mercado brasileiro.
“Como em todas as operações da Aena, esta também segue rigorosamente o princípio fundamental de geração de valor para seus acionistas. A Aena Brasil é, além disso, um exemplo claro da capacidade da Aena de gerar sinergias que agregam valor, uma vez que eleva para 18 o número total de aeroportos operando com sucesso dentro da rede, contribuindo assim para o desenvolvimento do transporte aéreo no país”, afirmou.
A incorporação do Galeão consolida a Aena como a maior operadora de aeroportos concedidos do Brasil, com um portfólio que passa a reunir 18 ativos. A empresa já administra, desde 2020, seis aeroportos no Nordeste e, desde 2022, outros onze terminais distribuídos entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará. Entre os principais ativos estão os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e do Recife.
A estratégia da companhia no país se baseia em um modelo de gestão em rede, que integra aeroportos de diferentes perfis, incluindo hubs internacionais e terminais regionais. Segundo a empresa, essa abordagem permite ganhos operacionais e maior eficiência na administração dos ativos.
