Com investimentos de R$ 2 bilhões, a Aena Brasil avança na reconfiguração estrutural do Aeroporto de Congonhas, em um projeto que reposiciona o terminal não apenas como hub aéreo, mas como plataforma de consumo qualificado. A expansão prevê a construção de um novo terminal de passageiros, integrado ao atual, com entrega prevista até 2028.
Um dos principais eixos da transformação está na ampliação da Área Bruta Locável (ABL), que passará de cerca de 10 mil m² para mais de 20 mil m². Com isso, a concessionária pretende redefinir o modelo de exploração comercial do aeroporto, priorizando operações maiores, mais estruturadas e com maior potencial de rentabilidade.
A estratégia inclui a abertura, nas próximas semanas, de um processo de concorrência para ocupação dos novos espaços comerciais. A proposta é atrair marcas alinhadas ao perfil de público predominante no aeroporto, caracterizado por alta frequência de viagens e elevado poder de consumo.

Perfil de consumo impulsiona estratégia comercial
Levantamentos encomendados pela concessionária indicam que aproximadamente 65 mil passageiros circulam diariamente por Congonhas, dos quais 70% realizam algum tipo de consumo. Ao considerar também trabalhadores e demais usuários do complexo aeroportuário, o fluxo diário pode chegar a 100 mil pessoas.
Outro dado relevante aponta que 45% dos passageiros são frequentes, com ao menos uma viagem por mês, reforçando o potencial de fidelização e recorrência de consumo. O perfil é majoritariamente composto por executivos e empresários.
Segundo Juan José Sánchez, diretor comercial da Aena Brasil, o projeto foi estruturado para responder a essa demanda qualificada.
“Estamos criando um ecossistema que une conforto e eficiência a uma oferta de serviços e produtos que atendem aos padrões mais exigentes, garantindo uma jornada de consumo fluida e diferenciada para todos os nossos públicos”, afirma.
Gastronomia e varejo como pilares da nova experiência
A reformulação do mix comercial coloca a gastronomia como elemento central da experiência no aeroporto. O projeto prevê desde restaurantes de alta gastronomia até operações fast-casual qualificadas, além de cafeterias flagship, bares premium, confeitarias e opções voltadas à alimentação saudável.
No varejo, a expansão será ainda mais expressiva. A área destinada a lojas deve crescer 131%, incorporando marcas de alto luxo, luxo acessível, grifes nacionais, além de segmentos como conveniência, moda, cosméticos e livrarias.
Com essa configuração, a Aena projeta transformar Congonhas em um ambiente comparável a grandes centros comerciais urbanos e aeroportos internacionais de referência, ampliando o papel do terminal na experiência do passageiro e na geração de receita não aeronáutica.






