Filmes cotados ao Oscar 2026 impulsionam turismo e inspiram viagens para cenários icônicos

Cidade de Nova York - Crédito - Nova York.Net

A temporada de premiações de cinema, marcada pela corrida ao Oscar, costuma movimentar não apenas a indústria audiovisual, mas também o turismo internacional. Cenários exibidos nas telas frequentemente despertam o interesse do público e acabam entrando no radar de viajantes que buscam vivenciar de perto os lugares retratados nas produções.

Levantamento da fintech Nomad, especializada em soluções financeiras internacionais para brasileiros, indica que destinos exibidos em filmes e séries registram aumento significativo na procura por parte de turistas. O fenômeno é conhecido como set-jetting, tendência global em que obras audiovisuais influenciam diretamente a escolha de roteiros de viagem.

Ao transportar espectadores para paisagens naturais, cidades históricas ou cenários culturais marcantes, o cinema estimula a curiosidade e incentiva deslocamentos para diferentes regiões do mundo. Na atual temporada do Oscar, produções cotadas para destaque nas premiações levam o público de paisagens do oeste dos Estados Unidos a capitais europeias repletas de história e identidade cultural.

A seleção dos destinos foi elaborada com base no ranking do Rotten Tomatoes, um dos principais agregadores de críticas de cinema e televisão. A plataforma reúne avaliações de veículos especializados e calcula o chamado Tomatometer, índice que mede o percentual de aprovação de um filme entre críticos profissionais — indicador amplamente utilizado pela indústria e pela imprensa durante o período de premiações.

Com base nesse ranking, a Nomad identificou alguns dos cenários que aparecem em produções apontadas como possíveis destaques da temporada e que podem inspirar novos roteiros de viagem ao redor do mundo.

Paisagens clássicas do cinema americano

Entre os exemplos está o filme “Uma Batalha Após a Outra” (2025), dirigido por Paul Thomas Anderson e estrelado por Leonardo DiCaprio. Ambientada na Califórnia da década de 1980, a produção foi filmada em diferentes cidades do estado, como Eureka, Sacramento e San Diego, além de áreas desérticas que ajudam a recriar o clima da época. Parte das gravações também ocorreu no Texas.

A diversidade de cenários — que inclui litoral, áreas urbanas e regiões áridas — reforça o apelo cinematográfico do oeste americano e ajuda a explicar por que a região segue sendo um dos principais polos de produção audiovisual do mundo.

Mississippi Delta e a herança do blues

Outra produção que resgata paisagens emblemáticas dos Estados Unidos é “Pecadores” (Sinners), dirigido por Ryan Coogler e estrelado por Michael B. Jordan. Ambientado em 1932, o filme acompanha o retorno de irmãos gêmeos à cidade de Clarksdale, no Mississippi Delta.

A região é considerada um dos berços do blues e ocupa papel central na história cultural do sul dos Estados Unidos, o que a torna também um destino de interesse para viajantes interessados em música e patrimônio cultural.

Natureza e ferrovias no noroeste americano

O filme “Sonhos de Trem” (Train Dreams) transporta o público para o início do século XX, retratando a vida de um trabalhador em áreas rurais do noroeste dos Estados Unidos, especialmente na região de Idaho Panhandle.

A produção utiliza paisagens naturais e antigas rotas ferroviárias para reconstruir o período histórico. Parte das filmagens foi realizada no estado de Washington, em cidades como Tekoa, Snoqualmie, Spokane, Metaline Falls e Colville.

Nova York retratada no pós-guerra

A atmosfera vibrante de Manhattan na década de 1950 aparece em “Marty Supreme”, estrelado por Timothée Chalamet. A trama acompanha a ascensão de um jovem no competitivo universo do tênis de mesa durante o período pós-guerra.

Com sua forte identidade cultural e urbana, Nova York continua sendo um dos cenários mais recorrentes do cinema e, ao mesmo tempo, um dos destinos turísticos mais visitados do planeta.

Oslo e os contrastes da Escandinávia

Na Europa, a capital da Noruega ganha destaque em “Valor Sentimental” (2025), dirigido por Joachim Trier. A história se passa em Oslo, cidade que combina arquitetura contemporânea, museus e paisagens naturais.

Cercada por fiordes e amplas áreas verdes, a capital escandinava reúne cultura e natureza em um mesmo cenário — característica que tem atraído produções do cinema europeu contemporâneo e despertado interesse de viajantes em busca de experiências culturais e paisagens marcantes.

Dinamarca e o legado de Shakespeare

Outro destino associado ao imaginário cultural europeu é o castelo de Kronborg, localizado na cidade de Helsingør, na Dinamarca. O local ficou mundialmente conhecido por ser o cenário da tragédia “Hamlet”, escrita por William Shakespeare.

Neste ano, a adaptação “Hamnet: A vida antes de Hamlet” aparece entre os títulos apontados como possíveis destaques da temporada do Oscar. Construído no século XVI, o castelo é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e ocupa posição estratégica no estreito que separa Dinamarca e Suécia, com vista para o mar Báltico.

Edimburgo e a estética gótica de Frankenstein

A capital da Escócia também entra na lista de cenários que podem inspirar viagens. A nova adaptação de “Frankenstein”, dirigida por Guillermo del Toro e inspirada na obra de Mary Shelley, destaca a atmosfera gótica de Edimburgo.

Com ruas de pedra, arquitetura medieval e paisagens dominadas por colinas e castelos, a cidade reúne elementos históricos e culturais que ajudam a explicar por que se tornou cenário frequente de produções cinematográficas — além de destino cada vez mais procurado por viajantes interessados em literatura, história e experiências culturais.

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