A Fazenda Churrascada encontrou na arquitetura uma forma de preservar a identidade do festival que deu origem à marca e transformou esse conceito em um dos pilares de seus restaurantes. Presente em diferentes endereços de São Paulo, a rede desenvolveu projetos que vão além da proposta gastronômica e utilizam ambientação, conforto e hospitalidade para criar experiências que convidam o público a permanecer mais tempo nos espaços.
A estratégia surgiu quando o grupo decidiu levar para uma operação permanente a atmosfera da Churrascada, evento conhecido por reunir gastronomia, música e fogo de chão ao ar livre. O desafio era reproduzir, em ambientes fixos, a sensação de convivência e descontração que caracterizava o festival.
“Quando criamos o conceito de um restaurante fixo para algo que era originalmente um evento, o desafio foi fazer com que o cliente continuasse vivendo uma experiência semelhante à do festival”, afirma Veridiana Tamburus, arquiteta e sócia-fundadora do escritório Storrer Tamburus, responsável pelo desenvolvimento do conceito arquitetônico da marca.
Projetos respeitam a identidade de cada endereço
Em vez de reproduzir um modelo único de restaurante, a Fazenda Churrascada adaptou o projeto arquitetônico às características de cada unidade. A primeira operação foi instalada em uma casa histórica no Morumbi e serviu de base para a expansão da marca.
No Parque da Água Branca, o restaurante ocupou um antigo picadeiro e preservou parte das estruturas originais. Já no Parque Ibirapuera, o Jardim Churrascada foi concebido para um ambiente mais compacto e integrado à vegetação. No Shopping Cidade Jardim, o Armazém Churrascada recebeu um projeto mais intimista, mantendo elementos que remetem à origem rural da marca.
Apesar das diferenças entre os espaços, algumas características permanecem presentes em todas as unidades, como o uso de madeira natural, iluminação em tons quentes, mobiliário exclusivo e objetos garimpados em antigas fazendas e antiquários do interior do país.
Arquitetura como parte da experiência
Com o objetivo de trazer mais do que um recurso estético, a ambientação também foi incorporada ao conceito de hospitalidade desenvolvido pela marca. A disposição entre parrilla, palco e bar procura estimular diferentes perspectivas do ambiente e favorecer a interação entre os clientes, enquanto aspectos como acústica, ergonomia e climatização foram planejados para proporcionar maior conforto durante a permanência no restaurante.
Outro elemento presente nas unidades é a referência às tradicionais fazendas brasileiras por meio de uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Nas operações instaladas em shopping centers, onde essa estrutura não é possível, o espaço é representado por um oratório.
“Sempre trazemos materiais e objetos verdadeiros para dentro dos restaurantes. Tudo é pensado nos mínimos detalhes, da acústica ao conforto visual, para que as pessoas tenham uma experiência acolhedora e permaneçam no espaço por longos períodos”, explica Zenaide Garcia, arquiteta e Head de Implantação e Expansão do Heat Group.
O conceito também se estende ao serviço. Carnes servidas em chapas aquecidas sobre tábuas de madeira, talheres com cabos em madeira, pratos de ágata e mesas dimensionadas para grupos fazem parte da proposta de incentivar o compartilhamento das refeições. As áreas destinadas às crianças seguem a mesma lógica, permitindo que famílias utilizem os espaços por períodos mais longos.






