SÃO PAULO (SP) – O Festival da China – Uma História de Amizade transformou a Praça da Liberdade, em São Paulo, em um ponto de encontro entre manifestações tradicionais e elementos contemporâneos da cultura chinesa no último fim de semana. Realizado nos dias 15 e 16 de agosto, o evento gratuito integrou a programação do Ano da Cultura Brasil-China 2026 e também marcou o Dia Nacional da Imigração Chinesa no Brasil, celebrado em 15 de agosto.
Organizado pelo Ibrachina e pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo, o festival reuniu apresentações de música e dança, Kung-Fu, Tai Chi, desfile de trajes tradicionais, Dança do Leão e do Dragão, atividades infantis e gastronomia. A programação também levou para a Praça da Liberdade um elemento menos associado às tradicionais celebrações culturais: demonstrações de um robô humanoide.
A combinação entre manifestações históricas e tecnologia foi um dos pontos de destaque do evento. A proposta permitiu apresentar ao público diferentes aspectos da cultura chinesa, sem restringir a programação às expressões tradicionais. Na abertura, o cônsul adjunto da China em São Paulo, Xie Yancun, destacou o papel da comunidade chinesa na relação entre os dois países e a presença dessa população em São Paulo. A capital paulista concentra a maior comunidade chinesa do Brasil.
Para Thomas Law, presidente do Ibrachina, a realização do festival na Liberdade também representa uma oportunidade de aproximar brasileiros e chineses por meio da cultura.
“A comunidade chinesa no Brasil é muito forte, e estamos muito felizes de celebrar esse dia na Praça da Liberdade. É uma oportunidade de valorizar essa história e aproximar ainda mais brasileiros e chineses por meio da cultura.”
A programação cultural foi acompanhada ainda por experiências relacionadas à gastronomia e à Medicina Tradicional Chinesa, ampliando a presença de diferentes aspectos da cultura do país asiático no evento. A dimensão tecnológica ganhou espaço ao lado de manifestações como o Kung-Fu, o Tai Chi e as danças tradicionais. Para Xie Yancun, essa combinação ajuda a apresentar uma visão mais ampla da China contemporânea.
“O Festival da China reúne elementos tradicionais e modernos, incluindo a apresentação de robôs. Espero que, por meio desta atividade, os amigos brasileiros possam conhecer mais profundamente a comunidade chinesa e a cultura chinesa, aproximar-se e aprofundar a amizade entre os povos.”
A programação também reforçou a relação da comunidade chinesa com a cidade de São Paulo. Para Fernando Ferreira, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, a aproximação entre os dois países ultrapassa a agenda econômica.
“São Paulo é uma celebração dos povos. Celebrar a cultura chinesa é celebrar a cultura paulista. A relação Brasil e China vai além das relações econômicas, passa pela cultura, gastronomia e turismo.”
O festival foi realizado com apoio do Consulado-Geral da China em São Paulo, do Instituto Paulo Kobayashi e do Chinese Bridge Club in São Paulo, dentro do calendário de atividades do Ano da Cultura Brasil-China 2026. Além disso, o festival fez uso de um dos principais espaços de referência da imigração asiática em São Paulo para aproximar o público de diferentes dimensões da presença chinesa no Brasil, unindo tradição, gastronomia e tecnologia ao público paulistano.






