O Festuris realiza em 13 de novembro, em Gramado (RS), o Festuris Inclusão – Conexões Sem Limites, encontro aberto à comunidade que terá como foco a inclusão e a participação de pessoas com deficiência em diferentes espaços da sociedade. A iniciativa é realizada com apoio do Serra Park e parceria da APAE Gramado. A programação reunirá três convidados com trajetórias distintas: o DJ HeyDoc, a influenciadora e ativista Manuela Vasquez e o atleta Yves Dupont. A proposta é colocar no centro do encontro experiências pessoais relacionadas à arte, à representatividade e ao esporte, ampliando a discussão sobre inclusão para além do setor de turismo.
Para Marta Rossi, CEO do Festuris, a parceria com a APAE Gramado faz parte de um trabalho voltado à ampliação de oportunidades.
“Essa trajetória também é construída em parceria com a APAE Gramado, com iniciativas voltadas à inclusão produtiva e à ampliação de oportunidades. É uma parceria que reforça uma convicção que carregamos conosco: promover a inclusão é transformar realidades.”
DJ, ativista e atleta levam diferentes perspectivas ao encontro
Autista, o DJ HeyDoc desenvolveu carreira internacional na música e utiliza a arte como forma de expressão e conexão. Ele participará do encontro acompanhado da mãe e empresária, Sandra Gabriel. Manuela Vasquez, influenciadora e ativista, ganhou projeção ao discursar no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, sobre direitos, inclusão e a importância das redes de apoio para pessoas com síndrome de Down. Ela estará acompanhada da mãe, Leonor Bernhoeft.
Já o atleta gaúcho Yves Dupont tem uma trajetória ligada ao judô. Em 2007, tornou-se o primeiro judoca com síndrome de Down a conquistar a faixa-preta no Rio Grande do Sul e o segundo no Brasil. Também representou o país em competições internacionais e conquistou medalhas em etapas do Judô For All. Seu professor e treinador, Daniel Pires, estará ao seu lado durante o encontro.
Festuris amplia debate para além do turismo
Para Eduardo Zorzanello, CEO do Festuris, o encontro pretende estimular reflexões a partir das experiências apresentadas no palco.
“Muitas vezes, é uma história que nos faz repensar conceitos. É uma trajetória que quebra preconceitos. É uma pessoa que nos mostra que os limites podem estar muito mais nas barreiras que construímos do que nas diferenças que existem entre nós.”
A organização afirma que a iniciativa busca levar a discussão para outros ambientes, como famílias, empresas, escolas, instituições e espaços públicos.
“Queremos que cada história inspire uma reflexão, mas também uma atitude. Que o encontro não termine quando as luzes do palco se apagam. Que as conexões construídas ali possam chegar às famílias, às empresas, às escolas, aos espaços públicos e a todos os lugares onde a inclusão precisa acontecer de forma concreta”, complementa Zorzanello.






