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Fórmula 1 em São Paulo movimentou R$ 2,3 bilhões em 2025 e amplia demanda internacional pelo destino em 2026

Grande Prêmio de Fórmula 1 em São Paulo - Crédito Beto Issa

O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 movimentou R$ 2,3 bilhões na economia local em 2025 e atraiu um público majoritariamente de fora da capital paulista. Para a edição de 2026, marcada para 6 a 8 de novembro no Autódromo de Interlagos, os primeiros dados de reservas aéreas internacionais já apontam crescimento da demanda, com Argentina, Estados Unidos e México entre os principais mercados emissores.

O impacto econômico da corrida cresceu 9,7% em termos reais na comparação com 2024, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), elaborado a partir de dados da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris. Do total registrado, R$ 1,4 bilhão correspondeu ao impacto direto e R$ 894,2 milhões ao indireto, considerando os efeitos sobre a cadeia produtiva.

A arrecadação de tributos chegou a R$ 324,4 milhões, enquanto o evento mobilizou 23,7 mil profissionais, alta de 17,3% em relação ao ano anterior. Pelo Índice de Alavancagem Econômica (IAE), cada R$ 1 investido no GP gerou retorno de R$ 7,14 para a economia local. Os resultados ajudam a dimensionar o alcance da Fórmula 1 para além do autódromo de Interlagos. A presença de visitantes de outras regiões e países movimenta setores como hotelaria, alimentação, comércio e serviços, ampliando os efeitos econômicos da corrida sobre a capital paulista.

Três em cada quatro espectadores vieram de fora da capital

O GP de São Paulo 2025 recebeu 303.627 pessoas, recorde de público e crescimento de 4,1% sobre a edição anterior. Desse total, 75% vieram de fora da capital: 40% de outros estados brasileiros, 18% do interior paulista e da Região Metropolitana e 17% de outros países. O perfil da audiência também revela uma presença expressiva de jovens. Espectadores entre 18 e 29 anos representaram 43,1% do público, enquanto as mulheres corresponderam a 36,1%. Outro indicador relevante para o turismo é a intenção de retorno: 94,8% dos entrevistados disseram que pretendiam voltar a São Paulo para acompanhar a edição de 2026.

Para Toni Sando, presidente do Visite São Paulo, a capacidade de atrair visitantes e estimular novas viagens está entre os principais efeitos do evento para o destino.

“A Fórmula 1 é a prova de que São Paulo nasceu para receber grandes eventos internacionais. Em apenas três dias, a cidade recebe visitantes de dezenas de países, que se hospedam aqui, vão aos nossos restaurantes, conhecem nossos museus, nossa vida noturna e nossas compras. Esse é o turista que queremos conquistar”, afirma.

Toni Sando, presidente do Visite São Paulo – Crédito Divulgação

Argentina lidera reservas internacionais para novembro

Os indicadores preliminares para 2026 apontam a continuidade da procura estrangeira. Levantamento da Embratur identificou 14.933 reservas aéreas internacionais para São Paulo entre 4 e 11 de novembro, considerando dados registrados até 24 de setembro. No mesmo período de 2025, eram 14.763 reservas, o que representa aumento de 1,15%.

A Argentina aparece na liderança, com 3.685 reservas, seguida pelos Estados Unidos, com 2.237. O México, embora ocupe a terceira posição entre os mercados destacados, apresenta a maior expansão percentual: crescimento de 54,83%, passando de 383 para 593 reservas. Chile, Alemanha, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha e Japão completam a relação dos dez principais mercados emissores. Os dados também apontam diferenças no potencial de consumo dos visitantes. O gasto médio informado é de US$ 691 entre argentinos, US$ 1.742,30 entre norte-americanos e US$ 1.775,90 entre mexicanos.

Na avaliação de Toni Sando, o desafio está em aproveitar a exposição internacional proporcionada pela corrida para estimular novas viagens à capital ao longo do ano.

“Os grandes eventos colocam São Paulo no radar de mercados que talvez ainda não nos conhecessem. O nosso trabalho é transformar essa primeira visita em relacionamento duradouro com a cidade, mostrando que São Paulo tem atrativos o ano inteiro, para lazer e para negócios”, conclui o executivo.

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