Congonhas chega aos 90 anos com foco em preservação histórica e expansão da infraestrutura

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, apresenta os investimentos da concessionária para Congonhas, durante a celebração dos 90 anos do aeroporto - Crédito Divulgação Aena Brasil

O Aeroporto de Congonhas completa 90 anos neste 12 de abril consolidando sua posição como um dos principais hubs da aviação nacional, ao mesmo tempo em que avança em um amplo processo de modernização conduzido pela Aena Brasil. A estratégia combina investimentos robustos, preservação do patrimônio histórico e reposicionamento comercial do terminal.

As comemorações oficiais tiveram início na manhã desta quinta-feira (9), com um evento no Pavilhão de Autoridades que reuniu representantes do poder público, companhias aéreas e integrantes do trade turístico. A programação marca o início de uma série de ações que destacam a trajetória do aeroporto desde sua inauguração, em 1936.

Entre os destaques está uma exposição inédita com fotografias históricas, organizada em painéis que retratam a evolução de Congonhas ao longo das décadas. A mostra será aberta ao público no próprio terminal, permitindo que passageiros e visitantes acompanhem a transformação de um dos equipamentos mais emblemáticos da mobilidade aérea brasileira.

“Inspirador por sua história e essencial para o presente e o futuro da aviação brasileira, Congonhas é um ativo estratégico para a Aena e para o país. Estamos orgulhosos de liderar essa transformação, que respeita seu legado e projeta o aeroporto para um novo patamar de qualidade, inovação e eficiência”, afirma Santiago Yus, diretor-presidente da concessionária no país.

Relevância econômica e operacional

Localizado em uma das áreas mais dinâmicas da capital paulista, Congonhas exerce papel central na economia brasileira. Estima-se que cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional seja gerado em um raio de 15 quilômetros do aeroporto.

O terminal movimenta mais de 24,5 milhões de passageiros por ano, com média superior a 65 mil viajantes por dia. A operação inclui aproximadamente 540 voos diários conectando 45 destinos, além de gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos e abrigar cerca de 100 operações comerciais.

Patrimônio histórico em restauração

Além da relevância operacional, Congonhas se destaca pelo valor arquitetônico e cultural. O projeto original, com influências do art déco e da arquitetura moderna, foi assinado por Hernani do Val Penteado e Raymond Jehlen.

Como parte do plano de preservação, a concessionária iniciou o restauro de espaços e obras de arte do acervo do aeroporto. Entre os destaques está o mural “Os Trabalhadores”, de Emiliano Di Cavalcanti e Clóvis Graciano, localizado no Pavilhão de Autoridades. O espaço também reúne elementos decorativos assinados pelo arquiteto francês Jacques Monet.

Outro projeto relevante envolve a recuperação de um hangar histórico da década de 1950, que será adaptado para receber uma nova sala de embarque remoto. A estrutura, considerada rara do ponto de vista construtivo, passará a integrar a experiência dos passageiros.

Investimentos e expansão até 2028

A Aena prevê investimentos superiores a R$ 2 bilhões na modernização de Congonhas até 2028. O principal eixo é a construção de um novo terminal de passageiros, que ampliará a área atual de 45 mil m² para cerca de 105 mil m².

As intervenções em curso incluem melhorias na área de inspeção de segurança, modernização de instalações, ampliação do sistema viário e criação de novas salas VIP. O projeto também contempla a instalação de 19 pontes de embarque, ampliação das posições de estacionamento de aeronaves e requalificação do pátio operacional.

“O Aeroporto de Congonhas tem uma relevância única para São Paulo e para o Brasil. Os investimentos que estamos realizando vão elevar significativamente a experiência dos passageiros e a eficiência operacional, preparando o terminal para as próximas décadas”, destaca Kleber Meira, diretor-executivo do aeroporto.

O plano faz parte de um pacote maior de investimentos da concessionária em 11 aeroportos brasileiros, com apoio do BNDES, que aprovou financiamento de R$ 4,64 bilhões para as obras.

Novo posicionamento comercial

A expansão física do terminal será acompanhada por uma reestruturação da estratégia comercial. A área destinada a lojas e serviços mais que dobrará, superando 20 mil m², com foco em diversificação e qualificação da oferta.

Segundo Juan José Sánchez, diretor comercial da Aena Brasil, o novo modelo prioriza a experiência do passageiro. “A gastronomia terá papel central, com conceitos que vão além da praça de alimentação, incluindo restaurantes sofisticados, fast casual, cafeterias flagship e opções saudáveis”, afirma.

O varejo também será ampliado, com presença de marcas de diferentes segmentos, de luxo a conveniência. A proposta é transformar o aeroporto em um ambiente de consumo comparável a grandes centros urbanos e terminais internacionais.

Novo ciclo de desenvolvimento

Ao completar nove décadas, Congonhas inicia um novo ciclo marcado pela integração entre tradição e inovação. A combinação entre preservação do patrimônio, expansão da infraestrutura e reposicionamento comercial reforça o papel estratégico do aeroporto na aviação brasileira e na dinâmica econômica de São Paulo.

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