GRAMADO (RS) – O café brasileiro ganhou espaço de destaque na programação da Connection Terroirs do Brasil 2026. Até este sábado (13), visitantes do evento podem participar de degustações guiadas que apresentam 16 variedades de cafés com certificação de origem produzidos em diferentes regiões do país.
A experiência ocorre na Arena dos Cafés de Origem Controlada, instalada na Praça Major Nicoletti, e busca aproximar o público das características que diferenciam cada terroir cafeeiro brasileiro. Durante as sessões, os participantes são conduzidos por uma jornada sensorial que explora aromas, sabores e métodos de produção ligados à identidade de cada região produtora.
Responsável pelas degustações, o barista e mestre de torras João Vitor Mingorance explica que os cafés apresentados possuem certificação de procedência, mecanismo que assegura a origem geográfica do produto e permite rastrear sua trajetória desde a propriedade rural até o consumidor final.
“A certificação de origem garante ao consumidor que a produção de café veio de uma região geográfica única, cultivada com práticas sustentáveis e de alta qualidade. No Brasil, esse sistema utiliza plataformas de rastreabilidade (como a do Sebrae) que acompanham o produto da fazenda até a xícara”, afirma.
Segundo Mingorance, a proposta é permitir que o público descubra características pouco conhecidas do café brasileiro e compreenda como fatores como altitude, clima, variedade do grão, secagem, torra e método de preparo influenciam diretamente o resultado na bebida.
“A ideia da degustação guiada é oportunizar ao público experimentar aromas e sabores de cafés que nunca sentiram na vida”, destaca.
A iniciativa reúne cafés produzidos em cinco estados brasileiros e apresenta ao público 16 origens certificadas. Entre elas estão Norte Pioneiro do Paraná, Mandaguari e Serra de Apucarana, no Paraná; Vale da Grama, Torrinha e Alta Mogiana, em São Paulo; Região de Pinhal, Canastra, Mantiqueira de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas, Sudoeste de Minas e Caparaó, em Minas Gerais; Montanhas do Espírito Santo e Espírito Santo Conilon, no Espírito Santo; além da Serra de Baturité, no Ceará.
Juntas, essas regiões representam diferentes terroirs da cafeicultura brasileira, refletindo a diversidade de características que fazem do país uma das principais referências mundiais na produção de café.
Para Marta Rossi, CEO da Rossi & Zorzanello, a presença dos cafés de origem controlada reforça o papel do evento na valorização dos territórios produtores e dos produtos que carregam identidade regional.
“O café é um dos grandes símbolos da identidade brasileira e, ao apresentar variedades de origem controlada no Connection Terroirs do Brasil, reforçamos a importância da rastreabilidade, da qualidade e da valorização dos territórios produtores”, afirma.
Além de promover a cultura do café, a ação amplia o debate sobre indicações geográficas e certificações de origem, temas que estão no centro da proposta da Connection Terroirs, evento que reúne produtos brasileiros reconhecidos por sua ligação histórica, cultural e produtiva com os territórios onde são desenvolvidos.






