Nomad revela como brasileiros adaptaram hábitos de consumo durante a Copa do Mundo 2026 na América do Norte

Taça da Copa do Mundo - Crédito My Profit Tutor na Unsplash

Enquanto milhões de brasileiros acompanharam a Copa do Mundo de 2026 pela televisão, em bares ou reunidos em casa, milhares de torcedores decidiram viver o torneio de perto nos Estados Unidos, Canadá e México. Um levantamento divulgado pela Nomad mostra que a experiência foi além dos estádios e revela como os viajantes brasileiros incorporaram costumes locais, escolheram destinos estratégicos e adaptaram seus hábitos de consumo ao longo da competição.

Os dados foram compilados entre 11 de junho e 19 de julho, período em que a Copa movimentou cidades-sede dos três países anfitriões. O estudo oferece um retrato de como os brasileiros circularam pelo continente durante o torneio, indicando preferências por destinos, formas de alimentação e meios de pagamento.

A grande concentração de viajantes ocorreu em Nova York, cidade que recebeu a final da competição no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Miami apareceu logo atrás, confirmando a força da Flórida como porta de entrada e ponto de encontro dos brasileiros nos Estados Unidos. Na Costa Oeste, São Francisco e Los Angeles registraram forte movimentação, enquanto Toronto liderou entre as cidades canadenses e a Cidade do México se destacou entre os destinos mexicanos.

Nova York, Miami e São Francisco lideraram a movimentação 

O levantamento abaixo  mostra como eles vivenciaram a experiência da Copa em cada localidade.

Em Miami, por exemplo, muitos torcedores aderiram ao chamado tailgating, tradição norte-americana que reúne grupos de amigos e famílias em confraternizações realizadas nos arredores dos estádios antes das partidas. O comportamento se refletiu no aumento das compras em grandes redes de supermercados, utilizadas para abastecer encontros e celebrações privadas durante o campeonato.

Já em São Francisco, a preferência foi por acompanhar os jogos em hotéis e acomodações temporárias, impulsionando o uso de aplicativos de entrega de refeições. O delivery se tornou uma das principais formas de consumo na cidade durante o período analisado.

Nova York apresentou um comportamento diferente. Entre passeios turísticos e deslocamentos pela cidade, os brasileiros recorreram com frequência a estabelecimentos de alimentação rápida, priorizando praticidade para conciliar a programação da viagem com os horários das partidas.

Nas cidades que receberam confrontos decisivos, o consumo dentro das arenas também ganhou destaque. Em Filadélfia, os gastos com alimentos e bebidas vendidos nos estádios figuraram entre as transações mais recorrentes dos viajantes brasileiros, demonstrando uma disposição maior para investir na experiência completa do evento.

O estudo aponta ainda que a digitalização financeira acompanhou os turistas durante toda a competição. Soluções de pagamento digital e contas internacionais foram amplamente utilizadas, reduzindo a dependência de dinheiro em espécie e facilitando o controle de despesas em moeda estrangeira.

Segundo Bruno Guarnieri, CRO da Nomad, os hábitos observados no exterior refletem tendências já percebidas no mercado brasileiro durante o torneio.

“Os dados do mercado nacional mostram que o brasileiro transformou a Copa do Mundo em um grande evento voltado também para a gastronomia, conveniência e celebração. Nosso balanço prova que o torcedor que viajou para os Estados Unidos, México e Canadá manteve exatamente essa essência, mas adaptou o consumo ao estilo de cada cidade”, afirma.

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