ProWine São Paulo cresce em escala e reúne produtores de 43 países em dois pavilhões

Malu Sevieri e Christian Burgos, diretores da ProWine São Paulo - Crédito Divulgação

Começa nesta terça-feira (6), a ProWine São Paulo no Expo Center Norte, com mais de 2 mil produtores vindos de 43 países e com uma estrutura inédita em sua sétima edição. Pela primeira vez, a feira ocupa simultaneamente os pavilhões Branco e Azul do complexo, em uma expansão que amplia a presença internacional e o espaço destinado a vinhos e destilados. O tamanho alcançado pelo evento acompanha o avanço dos negócios no mercado brasileiro. Em 2025, a ProWine recebeu mais de 20 mil visitantes, 87% deles tomadores de decisão, e movimentou cerca de R$ 250 milhões durante os três dias de feira. A estimativa era de que outros R$ 500 milhões fossem gerados nos três meses seguintes.

A edição deste ano reúne produtores de mercados tradicionais e de origens ainda pouco exploradas comercialmente no Brasil. Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, França, Chile e Argentina ampliaram suas delegações, enquanto o evento também recebe duas representações alemãs e produtores de Champagne que ainda não possuem distribuição no país.

Para Christian Burgos, diretor da ProWine São Paulo, o crescimento do evento acompanha a evolução do próprio mercado brasileiro. Segundo ele, o setor praticamente dobrou de tamanho na última década e registrou recordes de importação nos últimos três anos. A avaliação é de que o mercado possa voltar a dobrar na próxima década com a expansão do consumo de vinho no país.

Os dados apresentados no Seminário Adega Ideal indicam um mercado que movimentou cerca de R$ 21,1 bilhões em 2025. No segmento super premium, o faturamento avançou aproximadamente 15%, enquanto os espumantes chegaram a 4,5 milhões de caixas de nove litros vendidas, alta de 8% sobre o ano anterior. A programação também acompanha a diversificação do mercado. A ProSpirits amplia a presença dos destilados na feira, com whisky, gin, licores, cachaça e uma área dedicada à tequila mexicana.

O conteúdo técnico ocupa três salas do ProWine Fórum, com masterclasses, degustações comentadas e debates sobre produção, mercado e comportamento do consumidor. Entre os temas estão novos terroirs brasileiros, como Chapada Diamantina e Garanhuns, viticultura de influência vulcânica, Carménère chilena, vinhos brancos argentinos, Rieslings alemães, Vinhos Verdes, Alentejo, Setúbal, além de discussões sobre Austrália, Uruguai, Itália, Japão, coquetelaria e novas cultivares.

A feira também coloca em discussão as mudanças nos hábitos de consumo e seus reflexos sobre adegas e restaurantes, em uma programação que reúne produtores e profissionais de diferentes segmentos da cadeia de bebidas.

“A edição de 2026 materializa o novo patamar alcançado pela ProWine São Paulo. Teremos mais países, produtores, experiências e oportunidades de negócios, mas também uma programação que traduz as mudanças do setor. A feira é hoje uma plataforma estratégica para marcas que desejam entrar no Brasil, ampliar sua presença ou defender seu espaço em um mercado cada vez mais competitivo”, destaca Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo.

Realizada pela Emme Brasil, Inner Group e Messe Düsseldorf, a ProWine São Paulo é um spin-off da ProWein de Düsseldorf, na Alemanha. O evento segue até quinta-feira (8) de forma gratuita e exclusivo para profissionais do setor.

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