São Paulo (SP) – A 7ª ProWine São Paulo terminou na última quinta-feira (8) com o maior público de sua história: mais de 25 mil visitantes passaram pelo Expo Center Norte durante os três dias de evento. A edição também reuniu mais de 2 mil produtores de 43 países, consolidando a feira como um dos principais pontos de encontro entre quem produz, importa, distribui e comercializa vinhos e destilados no mercado brasileiro.
O número de visitantes é o dado mais expressivo do fechamento, mas a movimentação nos estandes ajuda a explicar o crescimento da feira. A presença de produtores estrangeiros, importadores, distribuidores e compradores colocou em discussão não apenas novos rótulos, mas também portfólios, preços e possibilidades de distribuição no Brasil.A mudança no perfil do evento é percebida pela própria organização.
“Antes, a gente fazia parte do calendário de eventos. Eu acho que hoje a gente faz parte do calendário de negócios dos vinhos vendidos no Brasil”, afirmou Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo.
Forte presença internacional
A participação estrangeira foi um dos destaques da edição. A Espanha esteve representada por iniciativas das regiões da Comunidade Valenciana, Murcia, Rueda e Castilla y León. Rueda levou 31 vinícolas e 74 rótulos para São Paulo, na maior ação comercial da denominação no Brasil até agora. Castilla y León apresentou produtores de regiões como Ribera del Duero, Toro, Bierzo e Cigales.
A Alemanha também ampliou sua participação e estreou dois espaços coletivos. O VDP reuniu 12 propriedades de seis regiões produtoras, enquanto o German Pavilion levou outras oito vinícolas sob a marca Wines of Germany. Ao todo foram 20 produtores alemães na feira, com uma seleção que incluiu Riesling, Pinot Noir, Chardonnay, Silvaner e espumantes.

Por sua vez Portugal, França, Itália e países da América do Sul completaram parte importante da presença internacional. Armênia, Geórgia, Kosovo e Moldávia também estiveram entre as origens representadas, mostrando a variedade de mercados que buscam compradores no Brasil.
Negócios além do vinho
A edição de 2026 também evidenciou a aproximação da feira com outras áreas que fazem parte da cadeia de comercialização. Empresas de tecnologia apresentaram ferramentas voltadas à gestão, rastreabilidade, autenticação de produtos, operação de lojas e relacionamento entre presença digital e venda física.
A DOit levou soluções de ERP para varejo e distribuição. A NSERIAL apresentou tecnologia de identificação e autenticação de produtos. A P.move Smart Places trabalhou com soluções de posicionamento digital para conectar buscas online a estabelecimentos físicos, enquanto a Moki apresentou uma plataforma de gestão operacional utilizada em varejo, logística e indústria. Os destilados ocuparam outro espaço importante da programação comercial, com a presença de categorias como tequila, mezcal e destilados japoneses.
Para Christian Burgos, diretor da ProWine São Paulo, o amadurecimento da feira está ligado à preparação dos participantes para transformar os encontros em negócios.
“O avanço está exatamente na qualidade dessas conexões. As negociações realizadas durante o evento ajudam a definir os produtos que estarão nas prateleiras brasileiras, nas cartas de restaurantes e nos catálogos de distribuidores nos próximos meses. Não se trata, portanto, apenas de apresentar novidades, mas de decidir quais delas efetivamente encontrarão espaço no mercado” afirmou o executivo.
A 8ª edição da ProWine São Paulo já tem sua próxima data definida. A feira retorna ao Expo Center Norte entre 5 e 7 de outubro de 2027. já o credenciamento de visitantes será aberto em março.






