A ABAV Nacional (Associação Brasileira de Agências de Viagens) reforçou suas ações de governança ambiental, social e corporativa (ESG) para a ABAV Expo 2026. Por meio do projeto “Turismo que Planta Futuro”, a entidade assumiu o compromisso de plantar uma árvore para cada expositor confirmado na feira, que ocorrerá entre 30 de setembro e 2 de outubro, na cidade de São Paulo.
A iniciativa é realizada em parceria com a startup Meu Pé de Árvore e já apresenta resultados práticos. No primeiro trimestre deste ano, a ação foi responsável pelo plantio de 2 mil árvores nas Terras Indígenas Juma, no Amazonas, e Karitiana, em Rondônia. O foco do programa é implementar sistemas agroflorestais capazes de recuperar áreas degradadas, além de fomentar a segurança alimentar e gerar novas fontes de renda para as famílias locais.
Segundo a presidente da ABAV Nacional, Ana Carolina Medeiros, o objetivo é alinhar a inteligência da formulação de roteiros com a responsabilidade ambiental e econômica.
“Ao estabelecermos a conversão de estandes em árvores e, simultaneamente, abrirmos a possibilidade de plantio para os expositores, agentes de viagens, trade e todos os visitantes, estamos unindo toda a cadeia produtiva em um propósito único: plantar, juntos, o futuro dos destinos que vendemos e protegemos”, afirma a executiva.
Engajamento do público e impacto contínuo
O modelo adotado pela organização permite a extensão da responsabilidade ambiental aos visitantes da feira. Durante os três dias de evento, profissionais do setor, curadores e agentes de viagens terão a opção de adquirir cotas individuais de plantio, destinando recursos de forma direta para a regeneração dos territórios mapeados pelo projeto.
Empresas do trade turístico interessadas em expandir sua contribuição podem financiar cotas adicionais durante a contratação de seus espaços na planta do evento.
Diogo Hungria, CEO da Meu Pé de Árvore, destaca o caráter estrutural da parceria. “Ver a ABAV Nacional liderando um grande movimento regenerativo do setor de eventos e turismo no Brasil mostra que o mercado começa a compreender que impacto ambiental real se constrói com projetos de longo prazo, rastreabilidade e transformação territorial”, explica. Ele ressalta que garantir a permanência e a segurança de renda das famílias indígenas em suas terras é fundamental para a preservação efetiva da floresta.
As empresas e profissionais que buscam mais detalhes sobre o engajamento e as cotas de participação podem acessar o site oficial do Turismo Que Planta Futuro.






