SÃO PAULO (SP) – O Grupo PGA, especializado na construção e operação de hotéis de alto padrão no Nordeste, estreou no mercado de capitais com uma captação de R$ 25 milhões por meio da emissão de notas comerciais no Regime Fácil da B3. A operação foi celebrada nesta terça-feira (18), em São Paulo, durante cerimônia de toque de campainha na bolsa brasileira.
Sediado em Ipojuca (PE), o grupo utilizou pela primeira vez o mercado de capitais como fonte de financiamento. A operação teve assessoria do Itaú Empresas, responsável pelo apoio na definição da estratégia e na estruturação da emissão. Para o setor de hotelaria, a operação ocorre em um momento de busca por alternativas de financiamento para novos empreendimentos e expansão de operações. No caso do Grupo PGA, os recursos levantados integram a estratégia de crescimento da companhia no Nordeste.
“Esta operação representa um marco na história do Grupo PGA e inaugura uma nova fase de crescimento para a nossa empresa. O acesso ao mercado de capitais por meio do Regime Fácil da B3 reforça a confiança dos investidores em nossa trajetória e fortalece nossa capacidade de investir em novos projetos, expandir nossas operações e contribuir para o desenvolvimento do turismo e da hotelaria no Nordeste”, afirma Eduardo Malheiros, diretor do Grupo PGA.

Regime Fácil simplifica entrada de empresas no mercado de capitais
O Grupo PGA realizou a emissão de notas comerciais utilizando os ritos simplificados do Regime Fácil, mecanismo que entrou em vigor em 16 de março de 2026 com o objetivo de ampliar o acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais e diversificar as alternativas de financiamento. O modelo é destinado a empresas com faturamento bruto anual inferior a R$ 500 milhões e busca reduzir as barreiras de entrada no mercado de capitais por meio de regras menos burocráticas. Para o Grupo PGA, a utilização do regime permitiu realizar sua primeira operação no mercado de capitais, com captação de R$ 25 milhões.
A operação do Grupo PGA, portanto, também reforça a presença do setor hoteleiro entre as empresas que passaram a utilizar o mecanismo como alternativa ao financiamento tradicional.
“A emissão de títulos de dívida corporativa por meio do Regime Fácil se destaca como uma alternativa ágil e estratégica para empresas que buscam financiamento no mercado de capitais. A solução amplia o acesso a recursos, especialmente para companhias em fase de crescimento acelerado, permitindo impulsionamento de projetos de expansão e o fortalecimento do negócio”, afirma Flavia Mouta, diretora de Listagem e Relacionamento da B3.
Itaú Empresas acompanha entrada do grupo na B3
A estreia do Grupo PGA no mercado de capitais também envolveu uma etapa de preparação para adequar a operação ao novo ambiente de financiamento. Segundo o Itaú Empresas, o trabalho incluiu não apenas a estruturação financeira, mas também a avaliação do momento da companhia e de sua estratégia de crescimento.
“O Regime Fácil tem um papel importante ao abrir uma nova avenida para empresas de menor porte acessarem o mercado de capitais. Para que esse acesso se traduza em uma jornada consistente, a preparação vai além da captação em si: é preciso construir processos de governança e uma operação conectada à estratégia do negócio, às perspectivas de crescimento e expectativas dos investidores”, afirma Gabriela Denadai, diretora do Itaú Empresas.
A executiva acrescenta que, no caso do Grupo PGA, a atuação do banco buscou combinar estruturação financeira e orientação estratégica para a entrada da companhia no mercado de capitais. A movimentação coloca o Grupo PGA em uma nova etapa de acesso a recursos para financiar sua expansão e amplia as alternativas disponíveis para empresas de hotelaria que buscam utilizar o mercado de capitais para sustentar projetos de crescimento.
Parceria com a Marriott
Para Ana Helena Malheiros, diretora do The Westin Porto de Galinhas, a chegada da bandeira Marriott ao empreendimento representou mais do que uma mudança operacional. A executiva destaca uma filosofia de hospitalidade baseada na experiência e na construção de vínculos com o hóspede, conceito que, segundo ela, se reflete diretamente no dia a dia da operação. “O hóspede tem que fazer o check-out melhor do que fez o check-in”, relembra Ana Helena, ao citar uma das premissas que mais a marcaram na integração com a rede.
A executiva também destacou o avanço do hotel no mercado internacional, com Portugal entre os países que passaram a receber maior atenção comercial. Segundo Ana Helena, a ampliação da conectividade aérea com Recife, que conta com voos diretos para a Europa, abre novas oportunidades para atrair turistas estrangeiros a Porto de Galinhas.

Expansão da Marriott no Brasil
Durante o evento na B3, o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Brasil da Marriott International, Paulo Manso, detalhou o panorama da companhia e o peso do mercado nacional para a rede hoteleira. De acordo com o executivo, o desenvolvimento no país ganhou status de prioridade máxima após definições recentes da liderança.
“No começo do ano, dentro de um comitê estratégico, foram definidos os grandes pilares da Marriott para o mundo. Um dos pilares estratégicos é justamente a presença e a expansão da Marriott no Brasil”, afirmou Manso.
Prestes a completar 100 anos de história e com capital aberto na Bolsa de Nova York, a empresa tem como base a consolidação de alianças comerciais fortes. Para viabilizar este novo ciclo de crescimento brasileiro, o vice-presidente destacou o acordo com os investidores locais como o principal motor da operação.
“A Marriott foi construída com grandes parceiros e não é diferente aqui no Brasil. Hoje, a Fábrica de Hotéis, a PGA e a família Malheiros representam o nosso mais importante parceiro para o país. Temos certeza dessa força tanto na construção e expansão dos hotéis que já temos assinados, como naqueles que ainda estão por vir”, ressaltou o executivo.
Novo perfil do investidor brasileiro
Paulo Manso, durante a coletiva com os jornalistas, também comentou sobre o novo perfil do investidor brasileiro.
“Estamos diante de um novo perfil de investidor, hoje o brasileiro, está mais qualificado e especializado no negócio hoteleiro. Para a Marriott, isso é essencial e contar com parceiros como a família Malheiros que não estejam apenas no desenvolvimento do empreendimento, mas que permaneçam no negócio e acompanhem sua operação no longo prazo é fundamental. O marco que estamos assinando hoje reforça essa mudança e mostra que acreditamos nesse modelo de parceria.” Afirmou.

Ingresso ao Regime Fácil
Para apoiar as empresas que têm o interesse de ingressar no mercado de capitais pelo Regime Fácil, a B3 lançou um guia com informações detalhadas sobre as regras, tipos de oferta disponíveis e passo a passo para a listagem. O material será atualizado periodicamente e está disponível neste link.






