O Grupo Emirates divulgou nesta quarta-feira (7) os resultados do ano fiscal 2025/2026 com os melhores resultados financeiros de sua história. Em meio a um cenário global desafiador para o setor aéreo, o balanço anual revelou um lucro recorde antes dos impostos de US$ 6,6 bilhões, o que representa uma alta de 7% em comparação ao exercício anterior. A receita total do conglomerado, que engloba a Emirates Airline e a dnata, acompanhou o ritmo de crescimento e atingiu a marca inédita de US$ 41 bilhões.
Os números robustos refletem a forte demanda global por viagens e o constante investimento da companhia em infraestrutura, renovação de frota e tecnologia. Além do faturamento expressivo, o caixa da empresa atingiu o patamar de US$ 16,2 bilhões, consolidando uma base sólida para a continuidade de suas operações globais. O grupo também declarou o repasse de US$ 1 bilhão em dividendos para a sua proprietária, a Investment Corporation of Dubai.
Resiliência diante de crises operacionais
O resultado financeiro ganha ainda mais relevância quando observado o contexto do último mês do ano fiscal. No final de fevereiro de 2026, atividades militares na região do Golfo impactaram severamente o tráfego aéreo comercial em escala global, exigindo respostas rápidas do setor.
Sua Alteza Xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO da Emirates Airline e do Grupo Emirates, destacou a capacidade de adaptação da empresa.
“Esses resultados excepcionais, apesar de desafios significativos no último mês do nosso ano fiscal, reafirmam a força e a resiliência do modelo de negócios do Grupo Emirates, que se baseia em segurança, excelência, inovação, pessoas e parcerias”, afirmou o Xeique.
O executivo explicou que o ecossistema integrado de aviação de Dubai foi fundamental durante a crise. Ele relatou que anos de investimentos em infraestrutura permitiram ao governo garantir rapidamente corredores seguros para voos comerciais, possibilitando o restabelecimento gradual das operações. O presidente reforçou ainda que, a cada crise enfrentada, a companhia foca seus esforços nos clientes e nos colaboradores, recuperando sua força operacional de forma consistente.

Xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum, Presidente e Diretor Executivo da Emirates Airline e do Grupo Emirates – Crédito Divulgação Emirates
Emirates e dnata puxam o crescimento
A Emirates Airlines manteve seu posto de companhia aérea mais lucrativa do mundo. A divisão registrou um lucro antes dos impostos de US$ 6,2 bilhões e uma receita de US$ 35,7 bilhões. Durante o período, a empresa transportou 53,2 milhões de passageiros, expandiu sua rede global para 152 cidades em 80 países e incorporou 15 novas aeronaves Airbus A350 à sua frota, oferecendo cabines de última geração aos viajantes.
Já a dnata, braço de serviços aéreos, operações aeroportuárias e viagens do grupo, apresentou um lucro de US$ 437 milhões e receita recorde de US$ 6,4 bilhões. As operações internacionais da dnata representaram 77% de seu faturamento, impulsionadas pela ampliação de contratos e expansão de instalações em mercados estratégicos da Europa, Austrália e Américas.
Perspectivas, investimentos e sustentabilidade
Para sustentar o ritmo de expansão, o Grupo Emirates investiu US$ 4,9 bilhões em novas aeronaves, instalações e inovações ao longo do último ano. O quadro de funcionários também acompanhou esse movimento, crescendo 8% e totalizando quase 131 mil colaboradores globalmente.
Além do foco econômico, o balanço destacou avanços na agenda sustentável. A companhia firmou memorandos para explorar o fornecimento de combustível sustentável de aviação nos aeroportos de Dubai e implementou biodigestores de grande escala para reduzir as emissões de carbono e o envio de resíduos a aterros.
Sobre o futuro e as perspectivas para 2026/2027, o CEO foi categórico ao afirmar que a empresa entra no novo ciclo com reservas de caixa robustas, o que permite avançar com os planos de modernização sem recorrer a medidas reativas de controle de custos. Ele concluiu ressaltando que os fundamentos operacionais da empresa seguem sólidos e que a ambição de ser a melhor do mundo permanece inalterada.
